Passeio de Motards associado à visita das Caves Murganheira e à História de Portugal

Passeio de Motards associado à visita das Caves Murganheira e à História de Portugal

No dia 07 de junho de 2014 decorreu uma viagem de motards da Verallia até ao cliente das Caves Murganheira onde pelo caminho se associou conhecimento histórico, belas paisagens e espírito de grupo com boa disposição.

A saída deu-se às 07h30 da manhã do passado dia 07 de junho, nas instalações da Verallia Portugal. O grupo de motards fez a sua primeira paragem num restaurante à beira da albufeira da barragem da Aguieira para o primeiro abastecimento. A chegada às Caves Murganheira deu-se umas horas depois onde todos os motards foram recebidos com umas belíssimas bolas de carne e de bacalhau acompanhadas por vários espumantes que os deixaram sem adjetivos. De facto, a qualidade do rosé produzido unicamente a partir da casta Pinot Noir, uma das 3 castas autorizadas na região do Champagne, e que é uma das autorizadas demarcada na região demarcada do Távora-Varosa (a primeira região demarcada de vinhos espumantes em Portugal) foi sublinhada pelos motards pelo seu grande esplendor.
Seguiu-se uma visita às instalações com uma descrição técnica pormenorizada efetuada pelo Sr. Herlander Lourenço. No final, foi oferecida uma garrafa de espumante elementar da casta Malvasia Fina, um dos ex-libris da região. O conhecido espumante Terras do Demo também é elementar desta casta.
Às 13h30 iniciou-se o almoço no Restaurante “7º Irmão” em Tarouca, onde o responsável aceitou fazer uma breve visita à Igreja do Convento de S. João de Tarouca. Verificou-se que uma simples viagem de mota pode desenterrar parte da nossa História.
A importância e beleza da parte arquitectónica antiquíssima da região, como por exemplo, a única ponte em Portugal que passa no meio de uma torre, e outros monumentos de interesse histórico existentes desde o início da Nação Portuguesa, tais como, o Mosteiro da Ordem de Cister de 1144 que foi visitado mas que o deverá ser (visitado) novamente com a análise de outros pormenores (talvez através de um guia da Rota Turística de Cister). A origem de Cister está associada à comunidade Francesa Saint-Nicolas-les-Citeaux na região de Borgonha pela pessoa Roberto de Champanhe, abade de Molesme. Por aqui se pode deduzir que existe desde um passado muito longínquo, uma grande ligação na área vitivinícola.
Embora com pouco mais de 50 anos, não deve ter sido por acaso que a Murganheira está ali situada, numa região outrora dominada pelos monges e pelos seus conhecimentos trazidos da origem Francesa. Assim se justifica a obrigatoriedade da implementação de um Mosteiro perto de um recurso hídrico. A existência de um curso de água ou um lago é condição essencial para a fixação desta ordem. Por isso, não é de estranhar que muitos dos conventos cistercienses tenham nomes associados à água, tais como, Fontaine-Guérard, Fontenay, Fontenelle em França ou Fountain em Inglaterra.
O regresso da viagem permitiu uma paragem nas Termas de S. Pedro do Sul onde foi avistada a paisagem da região e feita uma óptima “merenda à portuguesa”.
O regresso e término de uma magnífica jornada de confraternização, sem avarias nem acidentes, deu-se com a chegada à Figueira da Foz ao final do dia, às 20h00 com o pôr-do-sol.

Henrique Azul, Delfim Louro, Rúben Batista, Cristina Nobre.
Agradecimento pelas fotografias de: Henrique Azul e Paulo Azevedo.